Média de cigarrinhas-do-milho cai pela metade, mas Epagri mantém alerta aos produtores

Escrito em 02/02/2026
ACOM | Epagri

O levantamento realizado pelo Programa Monitora Milho SC entre os dias 19 e 26 de janeiro indica que houve uma redução de mais de 40% no número de cigarrinhas-do-milho nas lavouras catarinenses em comparação com a semana passada. Com lavouras já em fase de colheita e com novos plantios para a safrinha sendo semeados, o estado registra média estadual de 55 insetos por armadilha. Para a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC, a redução está relacionada com o manejo inicial realizado pelos agricultores nas novas lavouras. 

Apesar da boa notícia, Maria Cristina mantém o alerta devido à alta infectividade dos insetos coletados em todas as regiões de Santa Catarina. “Os patógenos dos enfezamentos e viroses do milho foram detectados em amostras de todas as regiões do Estado. Por isso, é muito importante que os agricultores realizem o manejo químico da lavoura em fase vegetativa, especialmente quando as plantas estão jovens, com quatro ou cinco folhas. Essa prática contribui para reduzir e controlar a população de insetos nocivos ao milho “, explica.

Outras medidas importantes são a regulagem do maquinário e os cuidados com o transporte para evitar a perda de grãos que podem dar origem ao milho voluntário, que serve de abrigo e alimento para as cigarrinhas. Além disso, o plantio de novas áreas não deve ser realizado ao lado de lavouras de milho maduras. “Os insetos presentes no ambiente tendem a migrar para os plantios mais novos, em busca de tecidos mais tenros para se alimentarem”, diz Maria Cristina.

O programa Monitora Milho SC coleta e divulga semanalmente informações levantadas em 55 lavouras distribuídas em todo o Estado de Santa Catarina, permitindo que o setor produtivo acompanhe a evolução da população de cigarrinhas e as infecções causadas por esses insetos. 

O ataque de cigarrinhas infectadas com os patógenos dos enfezamentos pode comprometer substancialmente a produção de lavouras de milho. Para acompanhar a situação, foi criado no começo de 2021 o programa Monitora Milho SC, uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, composto pela Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. O Programa Monitora Milho SC se destaca como uma das principais iniciativas científicas da Epagri, conquistado reconhecimento em diversos eventos nacionais e internacionais. Sua metodologia tem servido de referência para ações similares em outros estados brasileiros e até para o exterior.

Monitoramento contínuo

A pesquisadora Maria Cristina Canale, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf), explica que as informações geradas pelo monitoramento são fundamentais para a convivência da agricultura com a cigarrinha e as doenças transmitidas por ela. “Embora os enfezamentos já sejam conhecidos no país há algumas décadas, nós observamos que os surtos ocasionados por esses problemas têm sido bastante frequentes em todas as regiões produtoras do Brasil. Então é necessária a convivência do setor produtivo com o problema a partir de agora, inclusive aqui em Santa Catarina, com a participação ativa de todos os produtores envolvidos com a produção de milho, no manejo integrado regionalizado”, ressalta.

Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407/99661-6596

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